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Histórias da Alma

A vida é apenas uma passagem, e os momentos vividos, sejam bons ou maus, são necessários para o nosso crescimento, mas se deixarmos que seja o AMOR a guiar sempre as nossas atitudes, pensamentos e vontades, a Alma viverá FELIZ

Histórias da Alma

A vida é apenas uma passagem, e os momentos vividos, sejam bons ou maus, são necessários para o nosso crescimento, mas se deixarmos que seja o AMOR a guiar sempre as nossas atitudes, pensamentos e vontades, a Alma viverá FELIZ

Sex | 04.05.18

Recordar é.....Reviver...

Maria Grace

 

Recordar é reviver

 

       1976 - 2018 

 

       "São nas lembranças do passado e dos momentos vividos, que conseguimos enxergar todo o nosso crescimento pessoal e conseguimos filtrar o que realmente valeu a pena em nossas vidas: as pessoas que cruzamos, os lugares que conhecemos, amizades que firmamos e decisões que tomamos"

 

Recordar é reviver

 

       Recordar é viver novamente, mas os bons e os maus momentos, só assim conseguimos evoluir no tempo. Mas o que tenho constatado, é que com a idade apenas vou me recordando das coisas boas, das emoções agradáveis, do cheiro bom dos bolos, quando saiam do forno, de me esconder atrás dos sofás e mesas da casa, pensando inocentemente que ninguém me via, lembro-me dos fins de semana, de manhã, sentada em frente à televisão a ver o "Mundo do Duende Verde" e o "Verão Azul". Verão Azul O que eu adorava esta série... Recordo-me de dançar com o meu pai, "Ballade pour Adeline", tocada pelo pianista Richard Clayderman. Ainda hoje, quando a oiço, suspiro de saudade desses tempos, em que pertencia totalmente ao meu querido pai. Ballade pour Adeline. Mas também não esqueci as músicas que a minha irmã ouvia, e uma especial faz-me lembrar dela quando tinha 14 anos, cabelos compridos, e nariz empinado. Tinha de ser "Words" do F.R.David. Words - F.R.David.  Já a minha mãe adorava dançar ao som de  Vou levar-te comigo, de Ouro Negro e Mariquinha. Eu olhava para ela, e não resistia a acompanhá-la. Sim.. Era feliz....Ouvia as histórias incriveis da sua mocidade, vividas em terras de África, das acrobacias na avioneta do avô, o ski praticado em águas de tubarões, e claro as dormidas na casa da fazenda, repleta de bichos que entravam por todo o lado "Mulher minha não tem medo de nada", dizia-lhe o meu pai. E a verdade é que náo tinha. E tentou incutir esse pensamento nas filhas, mas a cassula saiu muito diferente. Basta ver um grilo, ou uma formiga voadora, que põe-se logo a fugir a sete pés. Irónico, não? Pois é! 

 

Recordar é reviver

 

 

Recordar é reviver

 

 

 

 

 

     

     Memorizei na minha mente e no meu coração todos os momentos bons, que jamais esquecerei. As festas de aniversário, sempre com muitos coleguinhas da escola, e uma mesa repleta de guloseimas. Os passeios no Jardim da Gulbenkian, que para mim era um Mundo, de tão grande que é. Os intervalos grandes na Escola Preparatória Marquesa de Alorna, que tão bem me lembro. E os fins de semana em casa da amiga Rita, que tinha imensas Barbies para brincar. Ainda me lembro do cheiro dos yogurtes que a sua mãe comprava, e o pãozinho com manteiga, na hora do lanche. Foi lá que vi pela primeira vez o filme "Dirty Dancing". Devia ter os meus 12 anos. 

 

Recordar é reviver

 

       As férias grandes em Montegordo, no Algarve, sempre besuntada de Nivea na cara, devido ao Sol. Os banhos de mangueira depois da praia, na casa alugada pelos meus tios. Os passeios no jardim, e os gelados comidos.   

      Há momentos que ficam gravados na memória, o nosso casamento, os primeiros passos dos nossos filhos, o primeiro dia de escola, o interesse nas telenovelas que davam na televisão. Recordo nitidamente a satisfação da minha pequena ao ver "O Bicho do Mato" e os "Mutantes", com 6 anos de idade. Todos os dias lá estava ela sentada no sofá, ao lado da avó, a ver mais um episódio da novela. 

Recordar é reviver

 

Recordar é reviver

 

    Recordar é na verdade reviver momentos passados, que jamais voltarão, mas que são eternos. Olharmos para aqueles tempos, e ver como eramos, e no que nos tornámos. O que o tempo fez connosco, e como a vida nos tratou. E em quem nos transformou.

    Ao longo dos anos, foram imensas as fases por que passámos, umas boas, outras nem por isso, mas todos o nosso percurso, as nossas escolhas ajudaram-nos a crescer. O mais importante é nunca esquecermos quem somos, e o que valemos neste mundo de loucos, e qual a melhor postura a ter perante nós mesmos. Embora muitos de nós se começe a conhecer, e tome consciência do seu valor, muito tarde, o importante é que chegue lá, que se olhe no espelho e diga: "Sim, eu gosto de mim. Eu tenho qualidades, eu tenho valor".

Recordar é reviver

    É engraçado olhar para trás e saber identificar o que poderia ter sido feito de outra maneira. Algo que não conseguimos levar até ao fim, naquele tempo, talvez por falta de maturidade, ou muitas vezes por influência de terceiros. As oportunidades que não soubemos aproveitar, na altura certa,o que nos levou a seguir um rumo diferente daquele que desejaríamos. No fundo, sabíamos qual o caminho certo a seguir, mas escolhemos ir para o lado contrário. E claro, as nossas acções, obrigatoriamente fazem de nós o que somos,quem somos, e o que sentimos. Aqueles que se arrependem das suas escolhas, inevitavelmente tornar-se-ão pessoas amarguradas, sem sede da vida, ressentidas com elas próprias, zangadas com o Mundo, por não terem conseguido lutar contra a sua inércia,se terem acomodado às circunstâncias, e aceitarem calmamente uma rotina diária. sem qualquer emoção. As que continuaram a lutar pelos seus sonhos, independemtemente dos nãos que ouviram, dos obstáculos que surgiram pelo caminho, e nunca desistiram, essas certamente ascenderam pessoalmente, profissionalmente, e consideram-se felizes, completas. E é PROIBIDÍSSIMO sentir inveja, pois seria injusto e até maldoso culpabilizar essas pessoas pelo nosso fracasso, pela nossa falta de vontade. Devemos, sim é desejar ter a sua força, e inspirarmo-nos na sua determinação, para também conseguir concluir o que nos propusemos a fazer. 

   

Recordar é reviver

 

     Recordar é reconstruir.

     É querer recomeçar o que deixámos de fazer, e não lamentar as causas das nossas desistências. 

 

 

 

"Buscar e aprender, na realidade, não são mais do que recordar"

 

      Platão

 

Recordar é reviver

 

 

 



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