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Histórias da Alma

A vida é apenas uma passagem, e os momentos vividos, sejam bons ou maus, são necessários para o nosso crescimento, mas se deixarmos que seja o AMOR a guiar sempre as nossas atitudes, pensamentos e vontades, a Alma viverá FELIZ

Histórias da Alma

A vida é apenas uma passagem, e os momentos vividos, sejam bons ou maus, são necessários para o nosso crescimento, mas se deixarmos que seja o AMOR a guiar sempre as nossas atitudes, pensamentos e vontades, a Alma viverá FELIZ

Sex | 13.07.18

Marés Existenciais

Maria Grace

 

 

Maré

 

    Como já referi num post anterior, Escrever para Não Esquecer..., a nossa essência é mais ou menos como as ondas da maré. Sete fases excelentes, para sete deprimentes. E eu, devo andar a boiar possivelmente na quarta onda, a passar para a quinta. 

  Infelizmente, tendo a apoiar-me no negativismo, ao invés de seguir o positivismo.

   E acreditem, é uma luta diária entre o Anjo e o Diabo que habitam em mim.

    Entre o saber que a felicidade existe, o bem estar, o estar bem, e um desejo imensurável, de procurar refugio na solidão. 

  De me esconder da vida.

Maré

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

          Nunca fui uma pessoa de me expôr, de falar sobre as minhas fraquezas, mas por vezes sabe bem à alma. Meditar sobre os contratempos existenciais, que moram no nosso ser. E tentar entender a razão de continuarmos a insistir numa forma de estar, que sabemos que nos faz mal. Que lentamente, nos suga para um abismo sem fim. 

   Muitas vezes dou comigo a observar as pessoas que me rodeiam, e penso: " São tão felizes... A vida sorri-lhe... São amadas... Estão em perfeita sintonia com o Universo..". Esqueço-me porém, que existem capas, que muitas vezes ajudam a disfarçar, a esconder um possível sofrimento, que acompanha a alma.  

Maré

 

     

    Tenho a perfeita noção da solução, para as crises que, de tempos a tempos me atacam. E não é fugir. Essa, sem dúvida, não será a forma mais correta, estaremos apenas a camuflar a nossa dor. A abafar a razão da nossa ângustia.

     As 50 Fugas de Grace. Tomara ter a força necessária para transformá-las nas 50 Mudanças de Grace.

    Tantos erros que não cometeria. Tantos remorsos que não teria de estar a sentir. 

     Eu não busco protagonismo, mas sim entendimento.

   A raiva que de mim sinto, consome-me de dia para dia. Uma frustração por não conseguir um equilibrio entre o emocional e o racional. Permitir que os factores externos me influenciem de tal forma, ao ponto do meu cerebro ficar em coma... Sem conseguir falar, escrever. Vivendo apáticamente, como se tivesse sido transformada num robot  humano.

   E vou esperando... esperando... Que passe.

   Que deixe de doer. Para deixar de me esconder. 

   Todos carregamos as nossas vivências, as nossas histórias. Algumas semelhantes, outras muito distantes.

   Quando passo a vista pelos posts de variados blogs, pelas várias páginas do facebook, apenas encontro aquelas frases cliché " Seja Feliz"... " Mude de Vida"... "Acredite na sua Força".... 


Maré

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

               

 

   Mas o que fazer quando há falta de esperança. Quando nem umas semanas de férias nos animam. Quando nem estar perto de quem amamos nos consola. Quando já nos ouvimos dizer " Estou cansada de respirar". E de repente temos dezenas de olhos postos em nós, como se tívessemos dito uma barbaridade. Esboçamos um sorriso, e colocamos a nossa melhor capa, a 60.

   Os outros, despreocupados, desinteressados com a dor alheia, não têm de saber mais. Não temos de alimentar a sua curiosidade.

   Não devemos lhes dar armas para poder atacar. E calamos-nos. Fechamos-nos para o Mundo, pois ele também não é bom para nós. 

Acredito que um leitor não pretenda ler tristezas, amarguras, estados depressivos de uma alma conturbada. Imagino que lhe interesse mais saber sobre as últimas nóticias da actualidade, quer nacional e até mesmo internacional. Novidades da Moda. Da Culinária. Novos exercícios físicos para emagrecer, ou manter a linha. Eu entendo. 

 Entendo que as pessoas busquem diariamente sensações boas, alegrias momentâneas. Entendo que procurem estados de espírito leves, sem preocupações. Pois o existir muitas das vezes, com tanto mal ao nosso redor, já é por demais pesado. 

   Claro que tenho consciência que os nossos problemas, os nossos medos, as nossas frustrações nada são, comparadas à vida de tantas pessoas com problemas bem mais graves. Umas com deficiências fisícas, outras mentais. Umas a viverem na rua, tendo de pedir para comer. Outras obrigadas a venderem-se para conseguir pagar as despesas que se acumulam. Mas lutam incessantemente pora pertecerem ao mundo. São diferentes, mas altamente fortes, possuindo uma enorme vontade de viver. E nunca lhes falta a esperança. Jamais lhes falta força. 

  Ao ver todo esse cenário, cedemos, e por momentos esquecemos-nos de nós, do nosso enorme egocêntrismo, que se apodera do nosso ser, da nossa CONSCIÊNCIA.  Claro que existe sempre a tão célebre frase " Com o mal dos outros, posso eu bem". Claro que sim.

  E podemos apoiarmos-nos nesta, para continuarmos a ser aquela pessoa mesquinha, centrada em sim, e no seu mau estar.

  Que não pensa que poderia de alguma forma, contribuir para o bem estar de outros.

   Que poderia fazer algo para se sentir melhor.

   Que poderia se queixar menos.

   Que poderia ser mais positiva, face aos obstáculos da vida.  

   Ainda outro dia dei comigo a dizer a uma amiga:

    - Gostava tanto de poder "Não Sentir". Nada me afectaria. 

    Ao que ela de imediato respondeu:

    - Minha querida, isso é impensável! A essência do ser humano provém das emoções, dos sentimentos, é o que verdadeiramente nos distingue dos demais seres. 

    Sim. És capaz de ter razão, mas mesmo assim, desejava não sentir. Apenas sorrir. 

Maré

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

     Sinto que, estando bem ou mal, faz-me bem aqui estar, e escrever para mim e para vós.  É como se buscasse o tal entendimento, a tal identificação. Imagino-me numa sala, rodeada de estranhos, onde me levanto e apresento-me:

  - Olá, eu sou a Grace, e sou "Neuroticaólica"

   - Olá Grace..............Bem vinda Grace...............

Maré

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

         Estou tão cansada de ser forte, não estando. De falar, não desejando. De fingir que está tudo bem. Porque não está. Porque sinto uma mágoa tão imensa dentro de mim, que quer sair e não consegue. Quer explodir, mas insiste em conter-se. Remorsos que amargamente se colaram nas minhas entranhas, e me acompanham para todo o lado. E sei que terei de viver com eles. E não há solução. 

    Sinto-me tão só.

   Tão incompreendida.

   Tão amarga.

    Tão triste....

Maré

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            Um não saber o que fazer, e como agir, perante as contrariedades da vida.

            Matar ou não, um sentimento que dura há tantos anos. 

             Que teve frutos. Que foi feliz.

            Que ainda existe.

            É agora que posso dizer, com toda a certeza, tal como um dos meus filósofos favoritos "Só sei, que nada Sei".

  Só queria conseguir ver alguma mão estendida, para me agarrar,  de forma a não cair mais. Mas o vazio que se instalou nos meus olhos, impendem-me de avistar qualquer presença. 

  Meu Deus! Ou me amparas, ou me libertas. E que seja feita a Tua vontade... Mas não estou a conseguir ficar de pé, muito mais tempo. 

Maré

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

        Nem sei como consigo, que alguma coisa saia dentro de mim... 

       Eu só queria ser Feliz... Novamente!

         E não viver num Inverno contínuo, na minha mente...

 

 

Maré

 

 

      

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