Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Histórias da Alma

A vida é apenas uma passagem, e os momentos vividos, sejam bons ou maus, são necessários para o nosso crescimento, mas se deixarmos que seja o AMOR a guiar sempre as nossas atitudes, pensamentos e vontades, a Alma viverá FELIZ

Histórias da Alma

A vida é apenas uma passagem, e os momentos vividos, sejam bons ou maus, são necessários para o nosso crescimento, mas se deixarmos que seja o AMOR a guiar sempre as nossas atitudes, pensamentos e vontades, a Alma viverá FELIZ

Dom | 29.04.18

Epilepsia Canina .... Como ajudar os nossos amigos...

Maria Grace

Pastor Alemão

     Infelizmente, quando menos esperamos o nosso cão começa a debater-se no chão, a espumar da boca, com os músculos hirtos e retos, e não sabemos como agir. Tentamos de qualquer maneira ajudar, e de repente, o nosso amigo de quatro patas volta a si, como se nada fosse, embora assustado e agitado, pois também este não sabe o que lhe aconteceu.

  Pois é! A Epilepsia é um mal que não afeta apenas os seres humanos, mas também os animais. O importante, se lhes quisermos proporcionar uma melhor qualidade de vida, é conhecer melhor as suas carateristicas, e como tratá-la. 

  

Pastor Alemão

 

 

     A epilepsia canina é igual à humana (quer seja ela canina ou felina) em termos neurológicos, ou seja, podemos imaginar o nosso cérebro a trabalhar demasiado depressa e sobreaquecer com tanta atividade e reações neurológicas.

 

Epilepsia

 

 

 

  

     É isso que acontece num ataque epilético, uma ação anormal das descargas elétricas que o cão tem no cérebro, e causam espasmos e convulsões.
A epilepsia nos cães pode se manifestar em vários níveis, desde pequenos espasmos e comportamentos estranhos, até ataques fortes com convulsão. Se o cão está espumando demais ou parecendo tonto e sem controle do próprio corpo, ele pode estar tendo um ataque epiléptico, por isso precisa ser levado de imediato ao veterinário. É importante o dono perceber se seu cão pode estar sofrendo uma convulsão ou ataque epilético e com que frequência, pois a epilepsia em cachorros pode ser também sinal de algum tumor cerebral ou alteração no cérebro, o que deve ser imediatamente tratado. E acredite que o nosso amigo, e nós donos, vamos agradecer por isso. 

Epilepsia

 

 

 A Epilepsia pode ser:


1 -  PRIMÁRIA, ou genética. Geralmente manifesta-se após os 3 anos de idade. Ela é rara e os casos mais comuns são em animais de raça pura, que tem tendência maior a manifestarem essa doença devido à consanguinidade.

 

 

 2 -  SECUNDÁRIA, ou adquirida, pode ocorrer em qualquer cão, ela é consequência de algum trauma fisico, como envenenamento, ou até uma batida forte na cabeça. Ela pode acontecer em qualquer idade.


   Não há maneira de impedir o aparecimento da doença e o melhor é manter uma rotina de consultas e exames regulares com médicos veterinários, que podem identificar fatores de risco.
Para cuidar do seu cão com epilepsia terá que oferecer a ele um ambiente livre de stress e evitar situações de ansiedade e nervosismo. Tudo isso é fundamental para impedir que o seu cachorro sofra de crises convulsivas. Também não se recomenda que introduza outro animal em casa, ou faça viagens longas ou inclusive passe por uma mudança.

Epilepsia

 

 

   É muito importante manter a calma quando seu cão sofre de um ataque epiléptico: atuar com segurança e tranquilidade é fundamental para que tudo aconteça sem riscos, atuando com rapidez.
Os níveis terapêuticos dos medicamentos no sangue do animal devem ser monitorizados e reavaliados a cada 6 meses para regular os níveis.
Se o seu cachorrinho é idoso, acompanhe atentamente os seus sintomas e esteja atento para indícios de insuficiência renal e discuta a sua dieta com o veterinário.

Tratar e cuidar de um cachorro com epilepsia pode parecer difícil, mas é uma situação partilhada por muitos donos. Mostre o seu amor ao seu melhor amigo e ele retribuirá todo o carinho.

Provavelmente irá passar pela prescrição de medicamentos. O mais comum é o Fenobarbital, o qual tem como função diminuir a sensibilidade do seu animal e assim fazer com que ele não tenha convulsões, mesmo tendo aumentos de atividade cerebral. Aqui o seu animal deverá se sentir um pouco anestesiado nos primeiros dias enquanto o seu organismo ainda não se habituou. 

Em S.O.S, durante uma crise pode ser aplicado Diazepam, via retal para que atue mais depressa e evite uma sequencia. 

Epilepsia

 

Alguns cães epilépticos demoram meses para ter outro ataque, são casos mais leves e que só precisam de observação. Cães com ataques mais frequentes e severos geralmente tomam remédios para tratar pelo resto da vida, mas isso não altera sua personalidade ou sua capacidade mental e física.

No momento da convulsão, seu cão vai cair para um lado, ficará rígido, salivará profundamente, fará xixi, cocô e emitirá sons. Essas convulsões geralmente duram entre 30 e 90 segundos.

As convulsões ocorrem geralmente à noite ou de madrugada, enquanto o animal está descansando ou dormindo. Em geral, os cachorros se recuperam no momento em que são levados para o veterinário para a realização de exames.

Logo depois do acontecimento das convulsões, seu cachorro se sentirá confuso e desorientado.
Os cachorros com epilepsia podem ter convulsões em intervalos regulares de uma a quatro semanas. Isso geralmente acontece nos cães de raças grandes.

Quanto mais jovem é o cachorro, mais graves são as convulsões. No entanto, quanto mais cedo a doença se manifestar, maiores as chances do tratamento funcionar.
Mantenha livres a boca e a cabeça de seu animal. Não ponha nada na boca de seu cachorro. Se a convulsão durar mais de dois minutos, o cão ficará em risco de ter a temperatura elevada.

Ligue o ventilador e coloque água fria em suas patas, converse com ele em voz baixa e toque suavemente nele. Ligue para o veterinário quando a crise convulsiva terminar.

 

Sobre os medicamentos mais comuns, usados para controlar a Epilepsia canina:

 

FENOBARBITAL


O Fenobarbital é um dos primeiros barbitúricos a ser desenvolvido e reconhecido por sua atividade anticonvulsivante. É uma medicação eficaz, segura, barata e com poucos efeitos colaterais além da sedação. A despeito do surgimento de novos antiepilépticos, permanece como fármaco de primeira escolha em cães e gatos. Controla as convulsões em 60-80% dos cães epilépticos, se a concentração sérica for mantida dentro da faixa adequada. A sua ação decorre da elevação do limiar convulsivo e facilitação da inibição sináptica mediada pelo ácido gama amino butírico, reduzindo a excitabilidade neuronal. Também inibe a difusão do foco epiléptico para outras áreas encefálicas, reduz a intensidade das convulsões, diminui sua duração e freqüência, prevenindo efeitos colaterais como degeneração ou morte neuronal decorrentes de atividade convulsiva repetida.
Devido à sua meia vida longa (40-90 horas), são necessários 8 a 18 dias para se alcançar um nível sérico estável (entre 20 e 45 mg/ml). Para que isto ocorra, deve ser administrado a cada 12 horas na maioria dos cães. Nos 18 dias subseqüentes ao início do tratamento e após cada ajuste na dose o paciente ainda pode apresentar convulsões porque a concentração sérica terapêutica pode não ter sido atingida.
Seu uso produz menos efeitos colaterais e menor toxicidade do que outros anticonvulsivantes.

 O fenobarbital é um tratamento muito eficaz, pois ele é rapidamente absorvido pelo estômago, o que acelera sua chegada à corrente sanguínea.

É necessário conversar com seu veterinário para definir a dose apropriada para seu animal. É preciso tomar repetidas doses para que os níveis dessa substância se estabilizem no sangue, contudo, isso deve ocorrer de uma a duas semanas após o início do tratamento. A dose inicial é de 2-3 mg/kg a cada 12 horas (ou duas vezes ao dia).
Por exemplo, um labrador de 30 kg deve tomar uma dose de 60 mg a cada 12 horas.
É preciso respeitar o intervalo de 12 horas, pois alguns cães são sensíveis a quedas mínimas nos níveis de fenobarbital no sangue. Isso significa que, após esse tempo, é muito mais provável que o animal volte a ter uma convulsão.

É necessário observar seu cão para verificar se o medicamento está causando efeitos colaterais. Quando administrado pela primeira vez, é possível que o remédio cause alguns sintomas, fazendo-o ter mais sono, sede e fome e cambalear.
A apatia e o andar descompassado costumam ser resolvidos em até sete dias, mas ele continuará tendo mais fome e sede durante o tratamento.
O fenobarbital também pode causar fraqueza na traseira, por isso, o cão pode ter dificuldade para se equilibrar ao defecar ou urinar.

É necessário ajudar o animal a superar os efeitos causados pelo fenobarbital. Para auxiliá-lo nos primeiros estágios do tratamento, quando ele estiver sonolento, deixe a tigela de água por perto. Assim, ele conseguirá se manter hidratado se estiver muito cambaleante para levantar.
Uma faixa feita com uma toalha de banho e colocada por baixo da barriga do cão lhe permitirá dar-lhe apoio para ajudá-lo a se movimentar sem que ele retire os pés do chão.
Esteja preparado para deixar o animal descansar e não espere que ele possa fazer longas caminhadas nos dias seguintes ao início do tratamento.
Nos primeiros dias, o fenobarbital irá deixá-lo estabanado, portanto é provável que ele tropece e caia. Para evitar o risco de quedas graves, coloque uma barreira que o impeça de chegar às escadas.

Efeitos secundários do Uso do Fenobarbital:

Os efeitos secundários típicos incluem:

  • preguiça
  • sonolência
  • movimentos descoordenados

Estranhamente, às vezes, os efeitos colaterais ir para o outro lado da balança:

  • inquietação
  • hiperatividade

Estes efeitos secundários são aceitáveis ​​e por norma desaparecem dentro de algumas semanas; No entanto, existem outros efeitos secundários que podem levar a doenças mais graves: 

  • micção freqüente
  • ganho de peso

Os efeitos colaterais de maior preocupação são os seguintes:

  • anemia
  • danos no fígado

Como tal, é necessário levarmos o nosso animal de estimação ao veterinário regularmente, se estiver a tomar fenobarbital. 


BROMETO DE POTÁSSIO


Brometo de potássio é um sal, basicamente, que degenera em potássio e brometo quando a água entra em contato com ele. Uma vez que independente, transforma-se em brometo de iões carregados negativamente,pois células do cérebro convincentes também se tornam carregadas negativamente. Este proíbe as células do cérebro para disparar em qualquer maneira aleatória ou desleixada, assim, ajudando a controlar as crises
Um par séculos atrás, o brometo de potássio foi usado para curar convulsões e epilepsia em seres humanos. No entanto, devido aos medicamentos avançados que saíram mais tarde, as pessoas deixaram de usá-lo. Para os cães, porém, ainda continua a ser o melhor remédio para curar convulsões.


Dosagem ideal:


O medicamento está disponível em cápsulas, bem como sob a forma líquida. Se o seu cão tem vindo a tomar fenobarbital por um longo tempo sem muito efeito, antes de iniciar a dose de brometo de potássio, normalmente, seu veterinário pode sugerir uma dose por 5 dias de 120 mg / kg , que é a dose de carregamento, que é trazida de baixo para a normal de 25 mg / kg por como dose diaria após 5 dias. Você também deve garantir que o medicamento não seja dado ao cão com o estômago vazio. Você também pode misturar a dose de líquido no alimento do cão. No caso de você sentir falta de dar uma das doses, não se preocupe, porque você sempre pode fazer isso mais tarde, como a dosagem é muito flexível, ao contrário de fenobarbital. Isso normalmente leva cerca de 4 a 6 meses de medicação para curar convulsões em cães. Não deve iniciar, parar ou mudar a dosagem sem consultar o seu veterinário.

 

Efeitos secundários do Uso do Brometo de Potássio:


Brometo de potássio é a melhor alternativa para curar crises que fenobarbital. Isso é porque ele não agride o fígado, como fenobarbital. No entanto, existem alguns outros efeitos secundários que poderiam ser causados ​​pelo seu uso:

  • Náuseas e vômitos 
  • Micção freqüente e sede excessiva são normalmente observadas com esta medicação.
  • Letargia ou sonolência 

No caso se ao seu cão foi receitada uma dose combinada de brometo de fenobarbital e potássio ele pode experimentar exacerbação. Normalmente, em tais casos, o veterinário recomenda que você reduza a dose de qualquer um dos dois medicamentos.


Os efeitos secundários em cães são comuns e desaparecem geralmente dentro de 2 a 3 semanas. Se o seu cão experimenta efeitos colaterais por um longo tempo, então você deve consultar o seu veterinário imediatamente.

 

Precauções necessárias:


Enquanto curar convulsões em cães com brometo de potássio, é preciso ter cuidado com certas questões. A seguir estão algumas precauções sugeridas:

Mantenha a ingestão de sal constante e normal. Um aumento no consumo de sal pode remover rapidamente a partir de brometo de corpo do cão, enquanto a diminuição do consumo de sal iria aumentar o período de tempo necessário para remover o brometo do corpo do cão, o que se torna perigoso.
Em vez de diretamente dar uma dose de líquido, é aconselhável que seja misturado com a comida do cachorro. Ao fazer isso, as chances de efeitos colaterais, como náuseas e vômitos são eliminadas.

A melhor parte de uso de brometo de potássio para seus cães de estimação é que ele é inofensivo. Um tratamento adequado durante cerca de 6 meses, com dosagem regular e de monitorização deve ser suficiente para controlar as convulsões, melhorar a saúde do cão e curá-lo da epilepsia.


ALIMENTAÇÃO


Evitar comidas salgadas, especialmente aquelas com que animais de estimação adultos são tratados, tendo bromato de potássio como ingrediente. A substância pode levar a convulsões e insuficiência renal. Produtos de carne pura, sem tempero podem também ser dados aos cães epilépticos. A carne é muito boa para os cães, e não irá desencadear uma convulsão.

 

  A verdade é que a adaptação a esta nova situação é custosa para os donos, que habituados a ver o seu animal saudável, vêem-se quase a maior parte do tempo despertos, com a atenção redobrada. Qualquer movimento do animal, é um levantar das orelhas do dono. Penso que a forma de controlar todas estas emoções, que são bastantes, é tentar conhecer o melhor possível esta doença, interiorizar que o animal está medicado, e está a ser acompanhado, e continuarmos a viver o nosso dia a dia, pois os nossos amigos dependem de nós e da nossa força, para terem uma vida feliz. 

Epilepsia

 

 Uma mera curiosidade:

 

Raças mais propensas à epilepsia:


- Beagle

Epilepsia

 

 

 

 

 

 

 


- Kesshond

Epilepsia

 

 

 

 

 

 

 


- Tervuren

Epilepsia

 

 

 

 

 

 

 

- Golden Retriever

Epilepsia

 

 

 

 

 

 

- Labrador Retriever

 

Epilepsia

 

 

 

 

 

 

 

 

- Braco Húngaro de pelo curto

 

Epilepsia

 

 

 

 

 

 

 

- Pastor-de-Shetland

 

Epilepsia

 

 

 

 

 

 

 

 


- Pastor Alemão

Epilepsia