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Histórias da Alma

A vida é apenas uma passagem, e os momentos vividos, sejam bons ou maus, são necessários para o nosso crescimento, mas se deixarmos que seja o AMOR a guiar sempre as nossas atitudes, pensamentos e vontades, a Alma viverá FELIZ

Histórias da Alma

A vida é apenas uma passagem, e os momentos vividos, sejam bons ou maus, são necessários para o nosso crescimento, mas se deixarmos que seja o AMOR a guiar sempre as nossas atitudes, pensamentos e vontades, a Alma viverá FELIZ

Dom | 06.05.18

"Bom Dia, Boa Tarde, Como está?"

Maria Grace

Mobilidade

     "Seja a motivação de alguém!"

      Nós podemos mudar o dia de alguém, apenas com um pequeno gesto, vamos tentar?

 

     Pessoas que vão e vêem. Sempre atarefadas, sempre apressadas, sempre isoladas. Pessoas que saem dos autocarros, metros, comboios, e pessoas que entram. Esperam nas paragens e desesperam, pois para elas 15 minutos já é uma eternidade. Há muito que é assim. E cada uma tem a sua história de vida, algum segredo, o seu sonho, os seus medos. Umas vivem luxuosamente, outras com mais dificuldades. Mas todas lutam diariamente, entrando e saindo, indo e vindo, mantendo a sua rotina, para que a vida continue. Sempre com a esperança que o dia de hoje, seja melhor que o de ontem.

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    Muitas vezes, dou comigo a observar estas pessoas que entram e saem dos transportes, que andam calmamente ou apressadamente, com o olhar caído no chão,  e imagino como será a sua vida. Será que são felizes ou infelizes? Será que estão atrasadas para algum lugar? Ou esperam descontraídas, o autocarro chegar, preparadas para mais um dia. 

   Quem vê rostos, não vê corações, mas muitas vezes conseguimos entender a alma do outro, apenas pelo seu olhar, pelas suas expressões. Se está triste, ou preocupado. Ou se calhar apenas ficou apreensivo, por ter perdido aquele transporte, e ter de esperar 15 minutos pelo seguinte. 

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   Questiono-me bastante sobre as respostas que teria, se perguntasse a cada pessoa que encontro, no que está a pensar. "Nem queiras saber", oiço uma voz do fundo da minha mente, que me responde prontamente. Pois bem! Então não pergunto.

  Não sei se é esta predisposição que tenho para viver agarrada ao passado, mas constato que antigamente as pessoas eram mais dadas. Atualmente vejo, que cada um vive para si,de costas voltadas à pessoa que está ao seu lado, seja numa paragem de autocarro, ou em qualquer outro lugar. Já são poucas aquelas que cumprimentam com um "Bom Dia", ou "Boa Tarde, como está", ou simplesmente se despedem com um "Então, tenha um resto de um bom dia, sim". 

  Sim, somos cada vez mais indiferentes ao que se passa ao nosso redor. Claro que não podemos ajudar todas as pessoas que, por terem um ar triste ou distante, supomos que tem algum problema, pois nem as conhecemos, mas talvez se fossemos mais simpáticos uns com os outros, faríamos o dia de alguém correr melhor. E isso eu não acho, eu tenho a certeza. 

 

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  - Caramba, o autocarro está atrasado! - reclama a mulher que está na fila, há mais de 30 minutos.

    E a seguir a esta juntam-se quase todas as que ali se encontram, concordando e insultando a empresa de transportes, os motoristas, e pondo as culpas das suas tristezas no mundo inteiro. Até que se ouve uma voz melodiosa e apaziguadora:

 - É verdade, tem toda a razão, está atrasado, mas será que sucedeu alguma coisa que tenha provocado tal atraso? Um acidente, pode ter -se sentido mal - responde um homem à sua frente, com um sorriso no rosto. 

 - Sim, é possível - concorda a mulher que iniciou o quase linchamento do motorista, que ainda nem sequer tinha chegado. 

  Basta alguém acender um fósforo, e em menos de um minuto a chama já é enorme. Para quê? O que ganhamos com isso? Ansiedade em nós e nos outros, má disposição, emoções que podem ser evitadas se pensarmos com clareza. 

   Aliás, se quisermos ainda podemos fazer melhor.

      Um dia, estava eu no supermercado, a comprar algumas coisas que me faltavam para o jantar, e vejo uma mulher, que já conhecia de vista. Sempre a considerei muito bonita, com umas feições vistosas, e achei que não era cedo nem tarde. Abordei-a e disse-lhe:

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  - Peço desculpa pela ousadia, mas tenho que lhe dizer que é muito bonita. 

 

   A senhora olhou para mim estupefata, e desmanchou-se em agradecimentos.

 

    Eu senti-me bem comigo, e possivelmente deixei aquela mulher satisfeita, com a auto estima elevada.Quem não gosta de ouvir um elogio sincero!

     E confirmo, com muita pena, que este tipo se sensibilidade  está a esmorecer no coração das pessoas. O individualismo, de braço dado com o egoísmo está a vencer. É pena. Mas o importante é mantermos a nossa conduta, sem permitir influências negativas de quem tem sentimentos mal resolvidos. 

   Existem mil e uma formas de nos educarmos, de sermos melhores. Uma delas é identificar os nossos principais defeitos, e todos os dias olharmos para o espelho e comprometermo-nos com nós próprios:

 

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   - Hoje vou trabalhar a minha timidez.  

 

  - Hoje vou trabalhar os meus medos.

 

   - Hoje vou ser mais tolerante com os outros, mesmo estando aborrecida com alguma situaçáo. 

 

   O segredo é simples, basta colocarmo-nos no lugar do outro. E tentar perceber certas atitudes e formas de estar. Antes de reclamar, de ofender, de julgar, tentar entender quais as possíveis razões para um comportamente mais agressivo de alguém, uma resposta não muito educada, uma maneira de ser mais isolada. Tudo tem uma razão de ser. Existe sempre uma causa, por detrás de uma reação.

   A teoria é simples, mas na prática é que podemos ver qual o nosso potencial para entender o outro. E podemos começar já na estrada, onde vemos muitas vezes condutores mal encarados, a esbracejar, a praguejar por diversas razões.  Que "óptima" forma de inciar o dia! Não acham? Estas pessoas certamente, já não irão tão bem dispostas para os seus trabalhos, tal é a carga negativa que têm em cima. 

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  Eu pessoalmente, não sou conflituosa, não aprecio "bate-bocas" no meio da rua, e acho despropositado gestos impróprios no trânsito. Nunca sabemos quem é a pessoa que está à nossa frente, pode ser mais temperamental que nós. E por isso costumo sempre imaginar a razão para a condutora estar a andar mais devagar, o motivo de ter virado à direita quando tinha feito pisca para a esquerda. A causa para ter parado na berma da estrada, e estar a criar uma fila enorme. Porque existe sempre uma justificação. 

   E se em vez de passarmos de imediato à critica, pensarmos apenas que aquela pessoa pode ter tirado a carta de condução há dias, e estar com receio de andar com mais velocidade, é normal. Ou provavelmente enganou-se no caminho e fez pisca para um lado, mas viu de repente que era para virar para o outro, ou se está parada na estrada, possivelmente pode estar a pedir alguma informação, por desconhecer a zona.

      Dito isto, a pessoa pára um instante, reflete e diz: " Pois é! Que injusto fui!" Fácil, não é? E já não vamos trabalhar mal dispostos, porque não insultámos ninguém, nem esbracejámos, nem praguejámos. O pequeno almoço, ou o almoço, vai cair-nos bem, porque não tivemos nenhuma azia pelo caminho. 

    Ser mais disponível, simpático, amável, delicado, ou se quisermos abreviar ter sempre um sorriso nos lábios, embora, muitas vezes nos doa a alma. 

 

     “A simpatia é o coração a sorrir no rosto.” 

                                                                                                       William Blake

 

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