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Histórias da Alma

A vida é apenas uma passagem, e os momentos vividos, sejam bons ou maus, são necessários para o nosso crescimento, mas se deixarmos que seja o AMOR a guiar sempre as nossas atitudes, pensamentos e vontades, a Alma viverá FELIZ

Histórias da Alma

A vida é apenas uma passagem, e os momentos vividos, sejam bons ou maus, são necessários para o nosso crescimento, mas se deixarmos que seja o AMOR a guiar sempre as nossas atitudes, pensamentos e vontades, a Alma viverá FELIZ

Sab | 09.06.18

A Cigarra Entalada....

Maria Grace

 

Fobia

 

    Hoje resolvi partilhar mais uma das minhas histórias caricatas, que não lembram a ninguém. E esta, devo desde já alertar, que não é aconselhável a pessoas sensíveis. Custou-me escrevê-la, nem imaginam, mas a vontade de partilhar este episódio foi mais forte.

Todos nós temos as nossas fobias, essa é uma verdade indiscutível. E a minha, como já devem ter percebido é a tudo o que voe e faça "Bzzz-Bzzz". E claro, como o medo é tão grande, parece que estes lindos bichinhos pressentem, e tendem a vir ter comigo. 

  Depois de um dia de trabalho, às 4.00 horas da tarde, (nesse dia saí mais cedo) estava eu a dirigir-me para o carro, estacionado no parque do Pingo Doce, ansiosa para chegar a casa, quando já ao longe, pareceu-me ver um objeto não identificado, na janela do lado do condutor. Pensei que pudesse ser sujidade, mas quando cheguei perto um grito mental de terror  "O QUE É ISTOOOOO" . ..

Fobia

  Uma "coisa" horrenda no meu carro, ENTALADA, no vidro da janela, com metade do corpo para dentro, e a outra para fora. E o pior...

  Os Olhos...

  Ai os Olhos....

 

  Aqueles olhos grandes.... Que nunca consegui esquecer.

  O Olho que tinha ficado do lado de fora, a olhar para mim, e o resto do corpo a espernear.

E eu sem saber que raio de inseto era aquele.

E já eram 4.20 horas.

E eu ansiosa para chegar a casa....

Tudo a ajudar....

   De onde aquele bicho tinha saído? Ou será que queria entrar?

Fobia

 

 Não conseguia parar de olhar para o inseto, na esperança que este saísse dali, apenas com os meus olhares, mas o pobre do bicho estava entalado, por isso escusava de estar a esforçar a vista. Ele não ia mesmo embora, a não ser que eu o tirasse. 

  Mas claro, que essa hipótese estava fora de questão. Alguma vez eu ia tocar naquela "coisa"???? Não me parecia. 

  Lembrei-me de telefonar ao marido, que ainda estava a trabalhar, mas tinha noção do ridículo que era "Olha! Vem ter comigo ao meu trabalho, para me enxutares um bicho da janela". 

É certo que eram apenas 15 minutos de carro, mas..... É melhor não!

 

 

 

     Foi quando tive a feliz ideia de ir ao Pingo Doce pedir ao segurança, que me ajudasse a colocar aquele amigo fora do meu carro.

  Já eram quase 5 horas da tarde. E eu ainda ali. 

  Toda contente, lá me dirigi ao supermercado, e fui falar com a funcionária que estava no apoio ao cliente.

  - Boa tarde! Pode ajudar-me? Tenho um inseto esquisito, entalado no vidro do meu carro. Será que alguém poderá tirar-mo de lá? - perguntei eu.

  A funcionária esboçou um sorriso para a colega que estava ao seu lado, e chamou o segurança que se encontrava ali perto:

  - Miguel, podes chegar aqui, por favor? - Esta senhora diz que tem um bicho entalado no vidro do carro. Podes ir lá ver?

 - Mas é claro que sim - prontificou-se o senhor, olhando para mim - vamos lá pôr a voar esse bicharoco!

   Ao chegarmos ao automóvel, ele olhou para o inseto, ainda preso, pegou numa folha de um panfleto que estava ali perto e pediu:

  - Agora, eu vou agarrar o intruso, e a senhora abre o vidro, para eu o puxar para fora, pode ser?

Fobia

  Eu olhava incrédula para o homem. Será que não lhe passava pela cabeça que ao abrir a janela, o bicho podia entrar para dentro do carro?

Bem dito, bem acontecido. 

Abri a janela. 

O insetozinho enfiou-se logo para baixo do tapete, do meu lado. 

  O segurança olhou para mim, encolheu os ombros e disse:

- Fugiu! 

 

 

 

Fobia

    

 

     Ainda tentou tirá-lo, mas quanto mais mexia, mais o inseto se enfiava para dentro. 

 - Não o estou a ver. Acho que pode ir sossegada até casa! - disse o segurança.

 - Eu?...... Entrar com esse bicho? Acho que não. Vou esperar que o marido saia do trabalho, para trocarmos de carro. 

 

     Telefonei ao José.

      - Sim! Eu sei, estás a trabalhar!...... Não! Não me importo de esperar 1 hora aqui! ....... Claro, não podes dizer aos teus colegas que vens tirar o bicho do carro! ........Sim...Eu compreendo! 

   Encostei-me do outro lado do carro, resignada. Sózinha com aquele bicho, é que não ia. Imagina que ele resolvesse sair do seu esconderijo, e me atacasse. Era desatre certo. 

 Mas não esperei muito. Passados 15 minutos, aparece o José.

 Zangado, pois estava com um trabalho importante em mãos.

   - Assim não! Eu nem conto isto a ninguém! - reclamou ele. Mas tinha vindo mais cedo. 

   E é esta a minha história da Cigarra (depois descobri que inseto era), que deve ter passado também um mau bocado, entalada na janela. 

  O que eu temia aconteceu. No dia seguinte, o marido levou o carro para o trabalho, e no caminho, o inseto saltou para o tabelier.

   Por sorte, ele tem sangue frio, e conseguiu enxutá-lo para fora. Se fosse comigo, de certeza que àquela hora, não estava a caminho do trabalho, mas sim, a caminho do mecânico. 

 

Fobia

 

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